Abordagens sobre o tráfico de mulheres na perspectiva dos Estudos de Gênero e da historiografia
DOI:
https://doi.org/10.18227/2317-1448ted.v31i02.8808Palabras clave:
tráfico de mulheres, Gênero, Historiografia, LegislaçãoResumen
Este artigo objetiva analisar, de forma crítica, os estudos sobre o tráfico de mulheres, o que implica compreender como esse fenômeno foi incorporado e tratado nas estruturas jurídicas e sociais e pelos estudos migratórios. Essa abordagem reconhece que as mulheres são desproporcionalmente afetadas por esse crime, sendo a maioria das vítimas, principalmente para fins de exploração sexual comercial. Para tanto, realizou-se uma análise histórica das legislações, tratados e acordos, nacionais e internacionais, sobre a temática, a exemplo da Convenção Internacional para a Repressão do Tráfico de Mulheres Adultas, de 11 de outubro de 1933, que orientou a formulação de outros marcos legais voltados à repressão dessa modalidade de delito internacional. A metodologia, orientada pela historiografia e pautada na perspectiva de gênero, buscou reconhecer e tornar visíveis as desigualdades estruturais e relações de poder que afetam de forma diferente homens, mulheres e outras identidades de gênero. Os resultados apontam a relevância de uma releitura crítica e uma abordagem atualizada dos instrumentos jurídicos, que evidenciam a resistência social em reconhecer plenamente a gravidade do tráfico de mulheres e suas implicações históricas e contemporâneas.
Citas
ARJONA M., Encarnación. Ecofeminismo e interculturalidad. En Feminismo/s, 34, p.199- 214,2019.
ASBRAD. 2021. Características regionais do trabalho escravo (livro eletrônico) mapeamento do tráfico de pessoas no Brasil: volume 3/ coordenação Graziela do Ò Rocha.1 ed. Guarulhos, SP: Asbrad.
BORTONE, E. de A. A participação do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES) na construção da reforma administrativa na ditadura civil-militar (1964-1968). Dissertação (Mestrado em Administração Pública) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2012.
CHAVES, Fabiana Nogueira; CÉSAR, Maria Rita de Assis. O Silenciamento Histórico das Mu-lheres da Amazônia Brasileira. Revista Extraprensa, São Paulo, Brasil, v. 12, n. 2, p. 138–156, 2019.
DEL PRIORE, Mary, Sobreviventes e guerreiras: uma breve história das mulheres no Brasil. Planeta, São Paulo, p. 256, 2020.
FREIRE, Maria das Graças Laurentino. Histórico do tráfico de humanos contado a partir do Brasil. In. FONTGALLAND, Isabel Lausanne...[et al]. Organizadores/as. Tráfico humano [livro eletrônico]: traços da economia e do direito. Campina Grande: Editora Amplla, 2023.P. 13-29.
GRAMSCI, A. Antologia. Seleção de textos e introdução de Carlos Nelson Coutinho.2.ed.Rio de janeiro: Civilização Brasileira,2000.
HENRIQUE, Marcio Couto. Uso e costume da terra: a escravidão ilegal de indígenas na Amazônia do século XIX. Revista Mundos do Trabalho, Florianópolis, v. 16, p. 1–22, 2024.
HOOKS, bell. Teoria feminista: da margem ao centro. Tradução de Rainer Patriota. São Paulo: Perspectiva, 2019.
LUGONES. M. Rumo a um feminismo descolonial. Estudos Feministas, Florianópolis, 22(3): 935-952, setembro-dezembro/2014.
OLIVEIRA, Márcia Maria de. Tráfico Internacional de mulheres na Amazônia: desafios e perspectivas. Somanlu: Revista de Estudos Amazônicos, 9 (1), p.73-86, 2013.
UNITED NATIONS OFFICE ON DRUGS AND CRIME. Global report on trafficking in persons 2024. New York: UN, 2024. 173 p. Disponível em: https://www.unodc.org. Acesso em: 23 out. 2025.
SCHWARCZ, L.M. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil – 1870-1930.São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
VALE. Simone Pereira do. A Era Digital e a influência das Novas Tecnologias na expansão do crime de Tráfico de Pessoas. In. FONTGALLAND, Isabel Lausanne...[et al]. Organizadores/as.Tráfico humano [livro eletrônico]: traços da economia e do direito. Campina Grande: Editora Amplla, 2023. P. 91-116.
WALSH, Catherine. Entretejiendo lo pedagógico y lo decolonial: luchas, caminos y siembras de reflexión-acción para resistir, (re)existir y (re)vivir. Valle de Cauca, Colombia: Alternativas, 2017.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Textos e Debates

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Los derechos autorales para los artículos publicados son del autor, con derechos del periódico sobre la primera publicación. Los autores sólo podrán utilizar los mismos trabajos en otras publicaciones indicando claramente este periódico como el medio de la publicación original. Se permite el uso gratuito de los artículos en aplicaciones educativas y científicas, desde que citada la fuente.



