Identificação dos constituintes químicos e ensaio biológico do óleo essencial de Pectis elongate kunth (Asteraceae).

Leandro Silva Nascimento, Graciliano Rosa Silva, Francisco das Chagas da Nascimento, Jonkácio Almeida de Melo

Resumo


O potencial das plantas medicinais para o tratamento de doenças é conhecido há muito tempo. A vasta flora brasileira promoveu a descoberta de muitos medicamentos. Muitas pessoas têm uma predileção pelo uso de plantas medicinais no Brasil. Em Roraima, plantas medicinais são frequentemente usadas nas comunidades locais para o tratamento de doenças tropicais, como a malária. Pectis elongata Kunth pertence à família Asteraceae e é conhecido como "cuminho-bravo", "alecrim" e "alecrim-bravo". É usado medicinalmente pelas comunidades tradicionais para dores de estômago, cãibras, hipertensão, gripe e resfriado comum. Este trabalho teve como objetivo identificar os constituintes do óleo essencial de P. elongata Kunth para determinar suas atividades e toxicidade antimicrobiana, anticolinesterásica e antioxidante. As partes aéreas frescas de P. elongata Kunth foram coletadas no campus da Universidade Federal de Roraima - UFRR Cauamé. Através de um sistema de hidrodestilação, o óleo essencial foi extraído, o rendimento calculado e os constituintes químicos foram identificados por GC-MS e GC-FID. Em seguida, a atividade anticolinesterase foi medida pelo teste de Ellman, a atividade antibacteriana foi determinada pelo método de diluição da microplaca e a atividade antioxidante foi determinada pelo método DPPH. Onze mono- e sesquiterpenos foram identificados, sendo o principal composto geranial (50,3%), seguido por neral (35,2%), acetato de geranil (2,6%), linalol (1,8%) e acetato de carvil (1,6%). Os compostos geranial e neral são estereoisômeros e, juntos, são denominados citral. Na avaliação da atividade antibacteriana, o óleo essencial de P. elongata Kunth apresentou a maior inibição contra Candida albicans (ATCC 18804), Bacillus cereus (ATCC 11778) e Listeria monocytogenes (ATCC 15313). Não foi observada atividade antibacteriana contra Citrobacter freundii (ATCC 8090) e Escherichia coli (ATCC 25922) na concentração de 250 μL/mL. A atividade antioxidante (DPPH) do óleo apresentou um valor de CE50 de 21.644,72 μg/mL, valor muito superior ao obtido para os padrões quercetina (64,13 μg/mL) e ácido ascórbico (98,35 μg/mL). Portanto, o potencial de atividade antioxidante não foi detectado. O óleo apresentava um LD50 de 24,06 μg/mL para o teste contra Artemia salina e, portanto, pode ser considerado altamente tóxico (DL50 <1000 µg/mL).

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