ISA-CERRADO:

MODELO EMPÍRICO PARA MEDIR EL POTENCIAL DE PRESTACIÓN DE SERVICIOS AMBIENTALES EN EL CERRADO BRASILEÑO

Autores/as

Palabras clave:

Pagamento por Serviços Ambientais, Inteligência Geográfica, Sensoriamento Remoto, Planejamento Territorial

Resumen

Los servicios ecosistémicos desempeñan un papel central en el mantenimiento de la calidad ambiental y el bienestar humano, especialmente aquellos relacionados con la regulación climática, los procesos hidrológicos, la conservación del suelo y las funciones de soporte de los ecosistemas. En el Cerrado brasileño, la intensificación del uso agropecuario ha alterado progresivamente estas funciones, aumentando la necesidad de herramientas operativas que respalden políticas públicas orientadas a la conservación. Este estudio presenta el ISA-CERRADO, un modelo empírico de enfoque conservacionista desarrollado para cuantificar el potencial espacial de los servicios ecosistémicos de regulación y soporte a escala municipal, basado en técnicas de inteligencia geográfica y en datos públicos procesados en Google Earth Engine. La metodología integra proxies biofísicos de la vegetación derivados de la teledetección, factores de modulación del uso y cobertura del suelo, e indicadores de fragilidad geoambiental en un marco empírico simple y replicable. El modelo se aplicó en el municipio de Serranópolis, estado de Goiás, generando mapas estacionales y anuales con resolución espacial de 30 m. Los resultados mostraron mayores valores en formaciones forestales, ecosistemas savánicos, zonas húmedas y fondos de valle, mientras que las áreas agrícolas intensivas presentaron potenciales bajos, incluso bajo alto vigor vegetativo. La incorporación de la fragilidad ambiental reforzó el carácter conservacionista del índice, permitiendo identificar áreas prioritarias para la conservación y la restauración ecológica. El ISA-CERRADO constituye una herramienta eficaz para la planificación ambiental y los programas de pago por servicios ecosistémicos, con alto potencial para promover el desarrollo local basado en la conservación del Cerrado.

Palabras clave: Pago por Servicios Ecosistémicos; Inteligencia Geográfica; Teledetección; Planificación Territorial.

Biografía del autor/a

Alécio Perini Martins, Universidade Federal de Jataí

Doutor (2015), Mestre (2009), Licenciado e Bacharel (2007) em Geografia pelo Instituto de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia. Realizou estágio pós-doutoral no Programa de Pós-Graduação em Geografia Física da Universidade de São Paulo (2019-2020). Bolsista de Produtividade em Pesquisa nível C do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (2025-2028). Docente nos cursos de Graduação e Pós-graduação em Geografia da UFJ e credenciado no Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFU/Pontal. É líder do grupo de pesquisa Monitoramento e modelagem ambiental por geoprocessamento e coordenador do Centro Integrado de Pesquisa em Inteligência Geográfica e Estudos da Paisagem - CIPIGEP/UFJ. Possui experiência na área de Geografia Física e Inteligência Geográfica, atuando principalmente nos seguintes temas: Geocartografia, Geoinformação, Modelagem em Geografia Física, Agricultura de Precisão, Planejamento Ambiental e Climatologia Geográfica.

Cleonice Batista Regis Soares, Universidad Federal de Jataí

Candidato a Doctor en Geografía por la Universidad Federal de Jataí, Máster en Geografía por la Universidad Federal de Goiás – Campus Regional Jataí, y Licenciado en Geografía (Licenciatura y Bachillerato) por la Universidad Federal de Goiás.

Citas

ARNOLD, J. G. et al. Large area hydrologic modeling and assessment part I: model development. Journal of the American Water Resources Association, v. 34, n. 1, p. 73–89, 1998. Disponível em: https://doi.org/10.1111/j.1752-1688.1998.tb05961.x. Acesso em 30 jan. 2026.

BRASIL. Lei nº 14.119, de 13 de janeiro de 2021. Institui a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 14 jan. 2021. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14119.htm. Acesso em 30 jan. 2026.

BURKHARD, B.; KROLL, F.; NEDKOV, S.; MÜLLER, F. Mapping ecosystem service supply, demand and budgets. Ecological Indicators, v. 21, p. 17–29, 2012. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.ecolind.2011.06.019. Acesso em 30 jan. 2026.

DEL RÍO-MENA, T.; WILLEMEN, L.; TESFAMARIAM, G.; BEUKES, O.; NELSON, A.

Remote sensing for mapping ecosystem services to support evaluation of ecological restoration interventions in an arid landscape. Ecological Indicators, v. 113, 106182, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.ecolind.2020.106182. Acesso em 30 jan. 2026.

EMBRAPA. Serviços ecossistêmicos e ambientais: fundamentos e aplicações no Brasil. Brasília: Embrapa, 2019. Disponível em: https://www.embrapa.br/tema-servicos-ambientais/sobre-o-tema. Acesso em 30 jan. 2026.

GOIÁS. Lei nº 23.314, de 31 de março de 2025. Institui a Política Estadual de Serviços Ambientais e dá outras providências. Goiânia: Casa Civil do Estado de Goiás, 2025. Disponível em: https://legisla.casacivil.go.gov.br/pesquisa_legislacao/110543/lei-23314. Acesso em 30 jan. 2026.

GOIÁS. PSA Cerrado em Pé – Programa de Pagamento por Serviços Ambientais de Goiás. Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Disponível em: https://goias.gov.br/meioambiente/psa-cerrado-em-pe/. Acesso em: 22 fev. 2026.

GOOGLE. Google Earth Engine: a planetary-scale platform for Earth science data and analysis. Mountain View, CA: Google, 2023. Disponível em: https://earthengine.google.com/. Acesso em 30 nov. 2025.

IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Estimativas da população residente nos municípios brasileiros – 2025. Sistema IBGE Cidades. Rio de Janeiro: IBGE, 2025. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br. Acesso em: 22 fev. 2026.

JULLIAN, C.; NAHUELHUAL, L.; LATERRA, P. (2021). The Ecosystem Service Provision Index as a generic indicator of ecosystem service supply for monitoring conservation targets. Ecological Indicators, 121, 107855. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.ecolind.2021.107855. Acesso em 30 jan. 2026.

LI, H.; XU, Q.; QIU, H.; DU, J.; XU, Z.; LIU, L.; ZHAO, Z.; ZHU, Z.; HE, Y. Study on ecosystem service trade-offs and synergies in the Guangdong–Hong Kong–Macao Greater Bay Area based on ecosystem service bundles. Land, v. 13, n. 12, p. 2086, 2024. DOI:10.3390/land13122086. Disponível em: https://doi.org/10.3390/land13122086. Acesso em 30 jan. 2026.

MAPBIOMAS – PROJETO DE MAPEAMENTO ANUAL DO USO E COBERTURA DA TERRA NO BRASIL. Coleção 10 da Série Anual de Mapas de Uso e Cobertura da Terra do Brasil. São Paulo: MapBiomas, 2024. Disponível em: https://mapbiomas.org. Acesso em 30 jan. 2026.

MEACHAM, M. et al. Advancing research on ecosystem service bundles for comparative assessments and synthesis. Ecosystems and People, v. 18, n. 1, p. 99–111, 2022. Disponível em: https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/26395916.2022.2032356 Acesso em 30 jan. 2026.

NATURAL CAPITAL PROJECT. InVEST (Integrated Valuation of Environmental Services and Trade-offs). Stanford, CA: Natural Capital Project, 2023. Disponível em: https://naturalcapitalalliance.stanford.edu/software/invest. Acesso em 30 jan. 2026.

OPENAI. ChatGPT: large language model for natural language processing and code assistance. San Francisco: OpenAI, 2023. Disponível em: https://openai.com/pt-BR/index/chatgpt/. Acesso em 30 nov. 2025.

POTTER, C. S. et al. Terrestrial ecosystem production: a process model based on global satellite and surface data. Global Biogeochemical Cycles, v. 7, n. 4, p. 811–841, 1993. Disponível em: https://doi.org/10.1029/93GB02725. Acesso em 30 jan. 2026.

READER, M. O.; EPPINGA, M. B.; DE BOER, H. J.; PETCHEY, O. L.; SANTOS, M. J. Consistent ecosystem service bundles emerge across global mountain, island and delta systems. Ecosystem Services, v. 66, 101593, 2024. DOI:10.1016/j.ecoser.2023.101593. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.ecoser.2023.101593. Acesso em 30 jan. 2026.

ROSS, J. L. S. Análise empírica da fragilidade dos ambientes naturais e antropizados. Revista do Departamento de Geografia, São Paulo, n. 8, p. 63–74, 1994. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rdg/article/view/47327. Acesso em 30 jan. 2026.

SAATY, T. L. The analytic hierarchy process: planning, priority setting, resource allocation. New York: McGraw-Hill, 1980.

SOARES, C. B. R.; MARTINS, A. P. Cartografia Ambiental no Sudoeste Goiano. Geoambiente On-line, Goiânia, n. 53, 2025. Disponível em: https://revistas.ufj.edu.br/geoambiente/article/view/77051. Acesso em 30 jan. 2026.

Publicado

20/12/2025

Cómo citar

Perini Martins, A., & Batista Regis Soares, C. (2025). ISA-CERRADO: : MODELO EMPÍRICO PARA MEDIR EL POTENCIAL DE PRESTACIÓN DE SERVICIOS AMBIENTALES EN EL CERRADO BRASILEÑO. REVISTA GEOGRÁFICA ACADÊMICA, 19(2), 154–172. Recuperado a partir de http://revista.ufrr.br/rga/article/view/8906