Perdas econômicas vinculadas às etapas de beneficiamento de milho e trigo, em unidade cooperativa do norte do Paraná.

Autores

  • Evandro Marcos Kolling Universidade Tecnológica Federal do Paraná
  • Emerson Trogello Universidade Federal de Viçosa
  • Alcir José Modolo Universidade Tecnológica Federal do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.18227/1982-8470ragro.v6i3.843

Palavras-chave:

Pós-colheita. Quebra técnica. Secagem. Triticum aestivum. Zea mays.

Resumo

A produção nacional de grãos cresce ano após ano, entretanto o sistema agrícola não se desenvolve como um todo. Áreas como o beneficiamento de grãos ainda apresentam elevadas perdas de ordem quantitativa e qualitativa, o que culmina em perdas econômicas de grande porte nas unidades beneficiadoras de grãos. O presente estudo buscou evidenciar as perdas econômicas oriundas do beneficiamento de grãos das culturas de milho safrinha e trigo no ano agrícola de 2006, em uma unidade beneficiadora/armazenadora de grãos, localizada na região norte do estado do Paraná. Para tal, o processo de beneficiamento, em caráter comercial, foi acompanhado com vistas ao levantamento da quebra técnica ocasionada por grãos danificados e pela secagem excessiva, nas diversas etapas do beneficiamento (recebimento, pós-secagem e expedição). Os dados percentuais foram extrapolados para a capacidade estática total da unidade observada, sendo convertidos a valores monetários, considerando o valor comercial presente dos produtos. Pode-se observar que as etapas de beneficiamento da unidade contribuíram para o aumento de danos em grãos de milho e trigo, elevando a porcentagem de impureza, quebrados e triguilho da fase de recebimento até a fase de expedição. Os resultados econômicos apresentaram uma perda associada de R$ 220.083,00 para a secagem excessiva e de R$ 52.800,00 por danos aos produtos quando da analise da capacidade total da unidade beneficiadora/armazenadora.

Biografia do Autor

Evandro Marcos Kolling, Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Graduado em Engenharia Agrícola pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (1999), mestre em Engenharia Agrícola pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (2001), especialista em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (2006) e doutor em Agronomia pela Universidade Estadual de Maringá (2007). Atualmente, professor do magistério superior da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atuante nos ramos de Engenharia Agrícola, Civil e Agronomia.

Emerson Trogello, Universidade Federal de Viçosa

Formado em 2009 no curso de Agronomia pela Universidade Tecnologica Federal do Parana- UTFPR. Mestrado em agronomia no ano de 2012 por mesma universidade. Atualmente bolsista CNPq do programa de pós graduação strictu sensu nivel Doutorado na área de Fitotecnia pela Universidade Federal de Viçosa.

Alcir José Modolo, Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Possui graduação em Engenharia Agrícola pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (2000), mestrado em Engenharia Agrícola pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (2003) e doutorado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Viçosa (2006). É professor do curso de Agronomia da Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR desde 2006, ministrando as disciplinas de Mecanização Agrícola e Topografia. Desde 2008, atua como professor no Programa de Pós-Graduação em Agronomia - PPGAG, onde ministra a disciplina Relação Máquina-solo-planta. No período de 2009 a 2011 foi coordenador substituto do Programa de Pós-Graduação em Agronomia - PPGAG. Atualmente, é assessor de Pesquisa e Pós-Graduação Stricto Sensu do campus Pato Branco da UTFPR. É membro da Sociedade Brasileira de Engenharia Agrícola desde 2006. Tem experiência na área de Engenharia Agrícola, com ênfase em Otimização e Seleção do Uso de Máquinas, desenvolvendo pesquisas nos seguintes temas: desenpenho de semeadoras-adubadoras e relação máquina-solo-planta.

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Publicado

31/12/2012

Edição

Seção

Technical Note