Produção de fitomassa seca de guandu-anão e milheto e a decomposição das palhadas sob cultivo do feijoeiro

Autores

  • Rogério Ernani Marangoni Instituto Federal Goiano Campus Urutaí, Goiás.
  • Lucas da Silva Araújo Universidade Estadual de Goiás Campus Ipameri (GO)
  • Mateus de Souza Valente Instituto Federal Goiano Campus Urutaí, Goiás.
  • Luis Gustavo Barroso Silva Instituto Federal Goiano Campus Urutaí, Goiás.
  • Pedro Marques da Silveira Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa - Arroz e feijão) em Santo Antônio de Goiás, (GO).
  • Paulo César Ribeiro da Cunha Instituto Federal Goiano Campus Urutaí, Goiás.

DOI:

https://doi.org/10.18227/1982-8470ragro.v11i2.3972

Palavras-chave:

Cajanus cajan L. Pennisetum glaucum L. “Litter bags.” Plantas de cobertura. Phaseolus vulgaris L.

Resumo

A decomposição da palhada concomitante à liberação de nutrientes favorece o feijoeiro em sucessão desde que a implantação ocorra imediatamente após o manejo das plantas de cobertura. Assim, objetivou-se com esta pesquisa quantificar a produção de fitomassa seca e a decomposição da palhada de guandu-anão e de milheto, bem como seus efeitos nos componentes da produção e produtividade do feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.). O experimento foi conduzido em um Latossolo Vermelho distrófico, no sistema convencional de preparo do solo. O delineamento experimental foi o de blocos casualizados, com quatro repetições, em esquema de parcelas subdivididas. As duas parcelas foram constituídas pelo cultivo do feijoeiro em sucessão aos cultivos de guandu-anão e milheto; e nas subparcelas, 7 épocas de avaliação, sendo: 10; 20; 30; 40; 50; 60 e 70 dias após corte (DAC) das seguintes variáveis: fitomassa seca e taxas de decomposição da palhada do guandu-anão e do milheto, sob cultivo do feijoeiro. No feijoeiro, cultivar IPR Colibri, as variáveis avaliadas foram: número de vagens por planta, número de grãos por vagem e massa de 100 grãos e produtividade. O guandu-anão e o milheto apresentaram produtividade de fitomassa seca semelhante. Após o cultivo do feijoeiro irrigado, aos 70 DAC, a palhada remanescente das plantas de cobertura foi superior a 60%. A palhada do guandu-anão demonstrou maior taxa de decomposição, enquanto que a do milheto foi mais persistente na superfície do solo. O feijoeiro cv. IPR Colibri apresentou desempenho agronômico semelhante nas sucessões com guandu-anão ou milheto, cujas palhadas se mostraram benéficas à cultura.

Biografia do Autor

Rogério Ernani Marangoni, Instituto Federal Goiano Campus Urutaí, Goiás.

Possui formação acadêmica como Técnico em Agropecuária pela Escola Agrotécnica Federal de Uberlândia atualmente Instituto Federal do Triângulo Mineiro - campus Uberlândia, graduado no curso de Bacharelado em Agronomia no Instituto Federal Goiano - campus Urutaí.

Lucas da Silva Araújo, Universidade Estadual de Goiás Campus Ipameri (GO)

Engenheiro Agrônomo pelo Instituto Federal Goiano Campus Urutaí (GO). Aluno de mestrado em Produção Vegetal pela Universidade Estadual de Goiás, Campus Ipameri. Tem experiência no departamento de Fitotecnia.

Mateus de Souza Valente, Instituto Federal Goiano Campus Urutaí, Goiás.

Graduando no curso de Agronomia pelo Instituto Federal Goiano Campus Urutaí.

Luis Gustavo Barroso Silva, Instituto Federal Goiano Campus Urutaí, Goiás.

Técnico Agropecuária pelo Instituto Federal Goiano Campus Urutaí, Goiás (2012). Atualmente é discente do curso de Agronomia pela própria instituição.

Pedro Marques da Silveira, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa - Arroz e feijão) em Santo Antônio de Goiás, (GO).

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa (1973), mestrado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Viçosa (1976) e doutorado em Agronomia (Solos e Nutrição de Plantas) pela Universidade Federal de Viçosa (1986). É pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária deste 1974. Atuou como professor da Universidade Federal de Goiás durante quase 20 anos. Foi Chefe de P&D substituto da Embrapa Arroz e Feijão e secretário executivo do Comitê Técnico Interno durante 10 anos.

Paulo César Ribeiro da Cunha, Instituto Federal Goiano Campus Urutaí, Goiás.

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Estadual de Goiás (2006) e em Tecnologia em Irrigação e Drenagem pelo Instituto Federal Goiano (2002); Mestrado e Doutorado em Agronomia, Produção Vegetal, pela Universidade Federal de Goiás (2012). É professor e pesquisador da área de Produção Vegetal/Fitotecnia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Câmpus Urutaí, onde também atuou como Engenheiro Agrônomo na área de Pesquisa Agrícola. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em sistemas de produção, desenvolve trabalhos de pesquisa com manejo de plantas daninhas, dinâmica de resíduos culturais e manejo de culturas no Sistema Integração Lavoura-Pecuária. É bolsista do Programa de Apoio à Produtividade em Pesquisa do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - PAPPE. Atualmente é Gerente de Extensão do IF Goiano - Campus Urutaí.

Downloads

Publicado

19/06/2017

Edição

Seção

Original Scientific Article