Fitossociologia em sistemas agroflorestais com diferentes idades de implantação no município de Medicilândia, PA

Luiz Fernandes Silva Dionisio, Fabio Miranda Leão, Nágilla Gabriella Euzébio da Silva, Larissa Martins Barbosa, Marcelo Henrique Silva de Oliveira, Raphael Lobato Prado Neves

Resumo


Os sistemas agroflorestais surgem como alternativa à degradação dos recursos naturais, pois possibilitam a harmonia entre agricultura e espécies florestais, garantindo a sustentabilidade ambiental. Objetivou-se com o presente trabalho avaliar a composição florística e comparar a estrutura de três sistemas agroflorestais com idades de 20, 30 e 40 anos no Município de Medicilândia, PA. Para análise florística e estrutural, realizou-se o censo florestal nos três sistemas agroflorestais, inventariando todos os indivíduos arbóreos com diâmetro a altura do peito > 10 cm. Para a análise da estrutura horizontal, foram considerados os parâmetros fitossociológicos absolutos e relativos de densidade e dominância. Os parâmetros absolutos e relativos da posição sociológica e regeneração natural foram calculados para a análise estrutural vertical dos sistemas. Para análise do Índice de Valor de Importância Ampliado (IVIA), foram somados todos os parâmetros verticais e horizontais relativos. Os sistemas agroflorestais apresentaram distribuição diamétrica em forma de “J invertido”. Por serem espécies chaves no plantio agroflorestal, Swietenia macrophylla e Tabebuia impetignosa foram as espécies mais importantes em todos os sistemas agroflorestais. A condução da regeneração natural favoreceu o estabelecimento de espécies de valor comercial que não fizeram parte do arranjo inicial dos SAFs, tais como Bagassa guianenses, Tabebuia serratifolia, Schizolobium amazonicum e Dipteryx odorata, denotando sustentabilidade econômica e ecológica nestes sistemas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18227/1982-8470ragro.v11i1.3402

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