ANÁLISE DE DISCURSO NA REVISTA VEJA: O PROCESSO DE LEGITIMAÇÃO DICURSIVO-MIDIÁTICA DO GOLPE DE 2016

Antonio Edson Alves da Silva

Resumo


O presente artigo analisa as estratégias de uso da linguagem na forma de construção de sentido acerca do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em 2016. Entretanto, trata-se esse evento, apoiando-se em Souza (2016) e Rovai (2016), como sendo um golpe político, jurídico e midiático contra as instituições democráticas brasileiras. Sendo assim, o objetivo geral é analisar os recursos linguísticos que constituíram o discurso midiático de legitimação do Golpe de 2016, na revista Veja tendo em vista o significado identificacional, com as ocorrências de avaliação. Na perspectiva de alcançar tal objetivo, pretende-se, especificamente, descrever, identificar e comparar as práticas discursivas de legitimação desse evento político midiático. Para tanto, toma-se como referencial teórico principal, a Análise de Discurso Crítica (ADC), de Norman Fairclough (2001; 2003), além de um diálogo multidisciplinar com o pensamento de teóricos das Ciências Sociais como Jessé de Souza. Apropriando-se do enquadre teórico-metodológico da Análise de Discurso Crítica, este trabalho assume natureza qualitativa e interpretativista. O corpus selecionado para a pesquisa é constituído de um artigo de opinião circulado pela grande mídia hegemônica, principalmente, no período em que perdurou o processo de impedimento da presidenta Dilma Rousseff. Ao fim, as principais reflexões apontam-se para o entendimento de que a mídia brasileira contribuiu efetivamente para a legitimação do Golpe de 2016, tendo em vista as ideologias políticas da direita e o pensamento das grandes corporações que orientaram sua postura condenatória acerca dos governos petistas.


Palavras-chave


Discurso. Mídia. Golpe de 2016.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5281/zenodo.4245352

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