SPREAD E CRÉDITO BANCÁRIO NO BRASIL PÓS REAL

Rafael Toniazzo, Salma Said Rezek Mendoza

Resumo


Crédito é um dos pilares da economia moderna e globalizada. No Brasil, após sucessivas trocas monetárias e implantação do plano real pôde-se controlar a inflação. A estabilidade ampliou o acesso ao crédito, entretanto, com taxas de juros e Spreads bancários (custo do crédito) muito além das médias mundiais e mesmo latino-americanas. O Brasil detém o segundo maior Spread bancário do mundo, considerando tais fatos, o objetivo da pesquisa é analisar os fatores que explicam os juros serem tão altos no Brasil. Utilizou-se o método descritivo e o uso de ferramentas estatísticas para análise dos dados. Informações colhidas nos sites do BACEN, do BNDES, da ANEFAC (Associação de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Banco Mundial, FGC (Fundo Garantidor de Crédito), Brasilianas.org, CLP (Centro de Lideranças Públicas), e também nos sites das instituições bancárias quanto ao crédito e o Spread. Os resultados denotam que o desequilíbrio fiscal estatal e a relação que se estabelece entre governos e bancos no financiamento do déficit nacional explicam a alta carga tributária e a concentração do mercado. Os dados ainda sugerem que a concentração de riqueza e renda no país, faz com que os bancos privilegiem seu market share neste público, decisão de mercado que encarece o Spread para clientes com maior risco, elevando o Spread médio. E ainda, os dados sugerem que havendo uma queda dos juros com diminuição do Spread, haverá aumento de taxas e tarifas.

Palavras-chave


Crédito. Spread Bancário. Inadimplência. Educação. Economia.

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