Desempenho chinês em rankings de inovação e sustentabilidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18227/2177-4307.acta.v19i54.7720

Palavras-chave:

China, Inovação, Sustentabilidade, Divisão do trabalho

Resumo

A China se apresenta, nos anos 2020, como protagonista na grande transformação econômica, política e geopolítica no cenário global. Para este artigo, se chama a atenção sobre processos inovadores e produtivos, pois após anos de contestação dos produtos chineses, com o "made in china" sendo classificados como produtos de menor qualidade, competindo no mercado internacional em função dos preços, as condições de competição se alteram com produtos crescentemente mais competitivos por qualidade, e por trazerem consigo elementos de sustentabilidade. Neste sentido, o presente artigo tem objetivo de analisar o desempenho de empresas chinesas nos rankings de inovação e sustentabilidade dos anos de 2012 ao ano 2023. Para tanto, foram acessados bancos de dados e relatórios do programa Global Cleantech Innovation, vinculado às Nações Unidas, especialmente às Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial e a Organização Mundial de Propriedade Intelectual - WIPO, uma entidade internacional integrante do Sistema das Nações Unidas.

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Biografia do Autor

Cintia Neves Godoi, Mestrado em Desenvolvimento Regional Faculdades Alfa

Graduação em Geografia pela Universidade Federal de Uberlândia (2003). Mestrado com bolsa CAPES em Geografia (Desenvolvimento Regional e Urbano) pela Universidade Federal de Santa Catarina (2007). Doutorado em Geografia, com bolsa CAPES, pela UFG (2012). Gerente de Produtos eeCoo sustentabilidade. Professora Titular Mestrado em Desenvolvimento Regional Faculdades Alves Faria.

Carlos José Espíndola, Universidade Federal de Santa Catarina

Possui graduação em Geografia pela Universidade Federal de Santa Catarina (1988), mestrado em Geografia (Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (1995), doutorado em Geografia (Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (2002). e Pós Doutorado na Universidade Autônoma de Barcelona (2010). Atualmente é professor titular da Universidade Federal de Santa Catarina (Departamento de Geociências), ministrando uma disciplina na graduação (organização do espaço mundial) e duas no PPGG (Dinâmica capitalista da agricultura brasileira e tecnologia, indústria e organização do espaço). É editor chefe da revista Geosul (GCN/UFSC) e consultor do CNPq e CAPES. Tem experiência na área de Geografia Humana, com ênfase em Geografia econômica, atuando principalmente nos seguintes temas: agroindustrias, desenvolvimento regional urbano e rural, competitividade e agronegócios.

Sandro Luiz Bazzanella, Universidade do Contestado

Possui graduação em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Dom Bosco (1989). Mestrado em Educação e Cultura pela Universidade do Estado de Santa Catarina (2003) e, doutorado em Interdisciplinar em Ciências Humanas pela Universidade Federal de Santa Catarina (2010). Atualmente é professor titular de filosofia da Universidade do Contestado na graduação no Programa de Mestrado em Desenvolvimento Regional. Tem experiência na área de filosofia política contemporânea dialogando com autores como Nietzsche e Agamben e, atuando nas seguintes áreas temáticas: História da filosofia, filosofia da história, filosofia política e ética, técnica, Estado e biopolítica. Foi coordenador do Programa de Mestrado em Desenvolvimento Regional da Universidade do Contestado no biênio 2014/2015 e é Editor-Chefe da Revista Profanações. (Texto informado pelo autor)

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Publicado

30/12/2025